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Cálculo de relação - método prático

Em primeiro lugar temos que considerar algumas variáveis.Peso do piloto, tipo de motor, preparação do motor (que pode ser trabalhado para subir de giro rápido ou ter mais torque em medias ou baixas rotações), tipo de pneu (macio ou duro), emborrachamento da pista. Tudo isso influi na escolha da relação. Já deu para adivinhar que as relações não são fixas, a cada dia temos que estar atentos as reações do kart e do motor para ajustarmos a combinação correta. Vamos começar ajustando a relação pelo seu valor mais crítico e aparente, a velocidade no final das retas. É uma reação do motor muito fácil de se detectar pois ele 'avisa'se a relação está muito curta (relação curta é quando a coroa que estamos usando é muito grande para a parte de maior velocidade da pista).Ao entrar na reta(ou parte da pista com maior extensão em aceleração máxima) , preste atenção até onde o motor sobe de giro. Quando o giro do motor estabilizar, ou seja, quando ele chegar em seu regime máximo a velocidade do kart se mantém constante. Nesse ponto a reta deve acabar, ou seja, um segundo após o motor estar nessa condição estamos exatamente no ponto de frenagem. Com isso sabemos o maior tamanho de coroa que podemos usar naquelas condições de pista. Vamos agora verificar se essa relação é boa para o resto da pista.Para facilitar o trabalho, seria conveniente o uso de um tacômetro ( conta giros ), pois os motores de kart têm uma faixa de giro em que seu torque é ideal para o arranque em curvas. Com o tacômetro, verifique a faixa de giro em que o motor etá trabalhando no vértice da curva, o ideal em motores Parilla ou Riomar Super é uma faixa que vai de 11.000 a 14.000 RPM. Para os V4 a faixa é um pouco mais baixa, em torno dos 9.000 a 10.000 RPM. Ë evidente que a preparação do motor vai influir nessa faixa de potencia e o preparador do motor deve informar qual o melhor regime de rendimento. A coroa deve estar ajustada para que o motor trabalhe nesses giros nas curvas de mais difícil contorno da pista (para aumentar o giro do motor, aumente o tamanho da coroa e para diminuir o giro, diminua o tamanho). Agora é só comparar se o tamanho achado na primeira fase do ajuste ( final de reta ) é mais eficaz que o segundo tamanho (saídas de curva). Como se faz isso? Simples, cronometre suas voltas com as duas coroas testadas, o melhor tempo indicará a mais apropriada. Cabe aqui uma ressalva: Quando você ajusta uma relação, ela está diretamente ligada ao diâmetro do pneu utilizado. Se você troca os pneus, então deve-se antes medir o diâmetro do set usado e o diâmetro do novo set de pneus.As coroas têm em média 2,5mm de diferença em seu diâmetro de tamanho para tamanho, logo se o set novo de pneus tem um diâmetro maior (igual ou superior a 2,5mm) que o set usado, deve-se aumentar o tamanho da coroa também para obtermos o mesmo rendimento medido anteriormente. Existem cálculos para a conversão de pinhões de 10 dentes para 9 dentes e vice-versa. Esses cálculos você pode encontrar no site da PPK na seção pit stop.



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